Pessoal: IV Feira de Troca e Venda de Livros
Para
sair da minha rotina, fui hoje, em plena manhã de domingo, á Praça
da República, algo que eu não fazia há anos, já que a preguiça e o sol de
lascar não me permitem sair de casa em horário matutino. Mas havia um bom motivo
para mudar meus planos: a IV Feira de Troca e Venda de Livros, que meu amigo
Thyago Santos organizou. Na última vez que eu houve o evento, há
uns meses atrás, não pude ir porque eu ainda estava com o pulmão baqueado, porém dessa vez não hesitei. Reencontrei algumas pessoas que
conheci no PA Book Club e amigos de outros locais, mas todos ligados aos livros.
Lá, os exemplares de temas variados, novos ou usados, eram expostos em uma
toalha na grama e eram vendidos por preços bem baratos. Em outras palavras, uma
manhã de domingo incrível.
Meio
que arrastei o Rafel Lutty para a feira, um amigo que fiz no curto período em que trabalhei
na Livraria Fox. Saímos da Praça da República e fomos à procura
de um banco Itaú para ele sacar dinheiro e “ostentar” (como ele mesmo
disse) na compra. Embora Lutty não estivesse nada contente em ter acordado cedo
e ter que rodar por uma Avenida Braz de Aguiar deserta e com o sol fervendo, eu me
divertia. “Só tu mesmo pra tá cantando, todo feliz uma hora dessas. Eu quero
alguém de mau humor do meu lado pra ficar de mau humor junto comigo”, ele
reclamava, de um modo, mesmo que não pareça, bem engraçado. “Pronto, saquei o
dinheiro. E espero que o livro que eu quero ainda esteja lá, senão a menina vai
atrás dele e vai vendê-lo pra mim!”, dizia Lutty, quando voltávamos para a praça.
O
movimento já estava bem maior e mais animado quando chegamos e Lutty pode
comprar o livro que ele desejava, o “Descanse em paz”, de Joyce Carol Oates. Além
dele, encontrei minha amiga Amanda Luiza, que conheci na oficina “A Arte de Editar Livros”,
em maio, que estava com sua toalha cheia de exemplares antigos. A meta dela era
vender todos, pois segundo a mãe dela, Cristiana, não havia mais espaço na casa para
tantos livros. “Ela trabalha, mas mesmo assim gasta o meu dinheiro comprando
livros”, contava a mãe. Amanda e seus colegas “vendedores” que estavam mais próximos gritavam
para atrair fregueses: “Livros por dez reais!”, “Mangá por cinco reais!”, “Compre
um livro e ganhe um abraço grátis!”, “Livro por dez reais e o frete é grátis!”. “Os
livros que estavam molhados agora já secaram”, “Compre o ‘Cinquenta tons de
cinza’ pra você aprender algumas coisas novas com o seu namorado” e “Não estou
vendendo nada, eu só gosto de gritar em público. Essa é a única maneira de eu
não ser julgado” foram algumas das pérolas que eu ouvia, sem contar as que eu
não me recordo agora.
Thyago/ Amanda/ Lutty |
Teve
aqueles que venderam bastante e aqueles que não venderam muita coisa; uns
chamavam fregueses pelo grito e pela diversão e outros que ficavam sentadinhos
e tranquilos; houve quem enlouquecia a todos quando via bolhas de sabão (Lutty), quem me cobrava a compra de um livro por um abraço (Amanda) e quem saía para fazer fotos de todo mundo (Thyago); também teve quem comprou
muitos livros e outros que não compraram nada, como eu. E independentemente do lucro
financeiro, quem esteve presente na IV Feira de Troca e Venda de Livros lucrou bastante com o que trocou e/ ou comprou, nas pessoas que conheceu/ reencontrou e
nas risadas que deu e que não foram poucas. E se eu irei no próximo evento desses,
na Praça da República? Óbvio!
Comentários